22 de fevereiro de 2014
Viver (em) Angola #1
Bom, parece que (infelizmente) fui mais um dos casos de emigração do nosso país. E digo infelizmente não porque não gosto disto (aprendi a gostar), mas porque é realmente triste ser praticamente obrigada a sair do meu país para conseguir uma carreira depois de ter estudado 15 anos.
Lamentações e crise portuguesa à parte, estou em Angola... e a aventura começa bem antes de se entrar no avião, passo a explicar porquê:
- Primeiro contas à tua família que decidiste ir viver para Angola, e ouves "Mas tens lá trabalho de certeza?", "Então e onde é que vais viver?", "Mas é seguro?", "Um dia mandam de lá os portugueses todos embora à catanada!", "Pensa bem nisso."
- Depois contas aos teus amigos que decidiste ir viver para Angola, e aí já é do género "Tu és maluca! Fogo, não era eu!", "Mas tens a certeza?".
- Ultrapassadas todas estas questões, a decisão está tomada, e vais à consulta do viajante. Aí levas 5 vacinas num dia e o seguinte discurso (isto é apenas um excerto, o discurso integral é demasiado agressivo) : "A malária existe, a malária mata. O dengue existe, o dengue mata (...) Andar de manga curta depois do pôr do sol é para gente estúpida, é a pior hora para os mosquitos. Tomar banho de boca fechada, lavar os dentes só com água engarrafada. Não se come saladas, nem ovos, nem fruta, nem marisco. Carne e peixe só bem cozinhados.".
Confesso que nesta última fase pensei duas vezes, mas não recuei na decisão. E hoje quero exactamente começar a escrever sobre Angola para desmistificar muitas destas coisas.
É tudo uma questão de hábito e o segredo está em não fazer comparações: Portugal é Portugal e Angola é Angola. São países completamente diferentes, desde a cultura, ao estilo e nível de vida, ao clima...tudo. Temos em comum a língua, o que facilita claro, mas nada mais. Não podemos esperar ter aqui o mesmo estilo e nível de vida que em Portugal.
E foi assim que aprendi a gostar, foi a ver e viver Angola como é, e não com base nas comparações com Portugal.
19 de fevereiro de 2014
Makeup for Dummies #1
Tenho um grande problema, confesso. É que eu gosto de mil
coisas, e dessas mil coisas não tenho jeito para 999.
Maquilhagem é uma dessas 999 coisas que eu adoro, mas não
tenho o mínimo jeito. Tenho caixas e caixas com tudo e mais alguma coisa, da
cor mais básica à mais estapafúrdia, com brilhantes, sem brilhantes, do pincel
mais fino ao mais grosso…enfim, mas fico-me só pelo ter porque cada vez que
experimento mais do que a sombra habitual o resultado é algo parecido a um
panda com um arco-íris estampado na cara.
E agora vocês perguntam "Então mas esta tipa que não
percebe nada vem para aqui mandar bitaites?". Calma, eu pedi a alguém que
o fizesse por mim (sim, ela percebe mesmo da coisa, caso contrário não lhe
tinha confiado a maquilhagem do dia mais importante da minha vida).
Apresento-vos…Daniela Pires. É ela quem vos vai escrever o
“Makeup for Dummies”, que é como quem diz, Maquilhagem para Leigos.
Fiquem atentas que breve vem aí o primeiro post dela!
16 de fevereiro de 2014
Do it yourself #1
Do it yourself, que é como quem diz, faz tu própria!
Existem imensas coisas que sem sabermos conseguimos fazer em casa, de uma forma mais natural, reciclando materiais e por consequência poupando dinheiro (o que dá bastante jeito com a conjuntura actual). Basta criatividade, ou paciência para procurar no Google (sim, hoje em dia o Google responde a tudo, ou quase tudo).
E para preparar a semana que aí vem, aqui fica a primeira dica...Spa em casa!
Espero que aproveitem e bom resto de Domingo!
14 de fevereiro de 2014
E é este o ponto de partida para o primeiro post do blog: um vestido preto.
Quantas vezes já vos surgiu aquele drama do "Não tenho nada para vestir!" (mesmo tendo o roupeiro a transbordar)? Todos os dias, certo?
E traduzindo para a população masculina, quando uma mulher diz "Não tenho nada para vestir!", não quer dizer que ela vai ter de sair nua, ou que a roupa está toda para lavar (também pode acontecer!). Quer dizer que o nosso querido roupeiro naquele momento não tem aquilo que nós idealizámos usar, ou que o que tem parece-nos que já foi usado milhentas vezes. Mas isto é um problema crónico, porque mesmo que conseguíssemos, por magia, que aparecesse ali exactamente o outfit que queríamos usar, no dia seguinte o problema repetia-se.
Conclusão: o roupeiro de uma mulher é uma obra sempre "Em construção" e sem data de finalização.
E onde é que entra aqui o vestido preto? O vestido preto pode ser, digamos que, o comprimido para atenuar esta doença crónica. Não precisa de ser caro, não precisa de ser de marca, basta ser um vestido preto e já resolve o assunto. Porquê? É elegante, é clássico e acima de tudo, é versátil (o que nos ajuda a reduzir a sensação de que já vestimos o mesmo mil vezes).
Vestido preto? Check! Quanto ao homem que nos ame...isso não dava um post, dava um blog inteiro.
Feliz Dia dos Namorados!
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